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HISTÓRIA DA AAAC

Tudo começou na década de 80, uma época em que a proteção animal ainda engatinhava e quem falava em proteger cães e gatos não era considerada uma pessoa “normal”. A iniciativa que deu início a Associação Amigos dos Animais de Campinas (AAAC), começou em 1983 por meio de um grupo de senhoras, que tinham em comum o sentimento de solidariedade aos animais.

Entre as idealizadoras estavam Carolina Ribeiro de Lima, Alba Patelli, Mairy Alfer, Mara Lyra, entre outras que tiveram a ideia de somar forças para que o projeto fosse viável, por meio de um anúncio no jornal Correio Popular, com o título: “Procuram-se voluntários”.

Primeira reunião da AAAC

Foi bem nesta época, após ler o anúncio no jornal, que Iraci Brasão, atual diretora de Abrigos da AAAC, resolveu se unir ao grupo. Uma reunião, ocorrida no dia 7 de outubro de 1983, selou a união de diversas pessoas interessadas em ajudar e deu início a longa batalha da AAAC.

Maria Cecília Torino Lacelva, uma das primeiras voluntárias, conta como tudo começou: “Lembro-me que tinha achado alguns gatinhos na rua e liguei para a Carolina, que já cuidava de animais. Ela e diversas outras senhoras recolhiam os animais em suas casas. Entre elas estava a Iraci Brasão, que na época chegou até se mudar para uma chácara para atender mais casos”.

Além do recolhimento, as fundadoras da AAAC faziam de tudo, desde os primeiros-socorros e amparo de animais acidentados, doentes ou abandonados. Este trabalho de amor e dedicação daria início aos futuros abrigos da entidade.

“Com o tempo o número de animais foi aumentando e começou-se cogitar a busca por um terreno. O abrigo foi construído precariamente na Vila Brandina, num terreno da Feac. Apesar de tudo, os animais eram bem cuidados e protegidos com o pouco que dava pra fazer”, lembra Maria Cecília.

AAAC na Vila Brandina

Naquela época conseguir sócios era algo muito difícil. Madalena Manga foi uma das primeiras associadas e continua a ajudar até hoje. “Participei da primeira reunião, que foi anunciada no jornal e me associei. Para mim o carnê sempre foi sagrado, nunca faltei, faço o pagamento até hoje. Eu enxerguei alguma coisa, naquela época e percebi que precisava ajudar”, conta Madalena, que já adotou três cães da AAAC e que já recolheu dezenas de animais de rua.

Maria Cecília, uma das primeiras associadas, guarda até hoje uma carteirinha de fiscal da Entidade. Ela recorda que no início a AAAC não tinha conta em banco, por isso os recebimentos eram feitos pessoalmente. A segunda tesoureira da AAAC, Sônia Lacerda lembra bem das dificuldades em se manter o abrigo naquela época: “Muitas vezes eu chegava ao banco e não tinha dinheiro para pagar fornecedor, então eu tirava da minha conta para pagar. Nós tínhamos uns 300 sócios e fazíamos eventos para angariar dinheiro, mas era muito difícil, pois havia poucos voluntários. Como éramos poucos, além de tesoureira, eu tinha que atender denúncias, buscar cachorros  doentes, doações, era muito trabalhoso”, revela Sônia.

Maria Cecília também viveu intensamente esse começo e acrescenta: “O telefone que atendia a AAAC era o meu. Às vezes, passava das 11 da noite eu estava saindo com a Mara Lyra para atender chamados de animais perdidos e denúncias. Era uma época de muito sofrimento, por isso foi com muita alegria que vimos a AAAC se transformar e acompanhar a dedicação da Iraci, que desde o começo sempre foi à mãe de todos”.

Muitas das primeiras castrações aconteciam na própria casa de Maria Cecília. “Eu trazia veterinários de São Paulo e no dia em que eles vinham eram feitas umas 20 castrações. Também vendíamos camisetas da entidade para obter fundos, as camisetas eram impressas também na minha casa manualmente.

 Para manter o abrigo, o grupo de senhoras também organizava eventos, assim como os que são feitos hoje. “Fazíamos o bazar na Igreja de Santa Rita de Cássia, com o apoio do Padre Chiquinho, fazíamos bingo na Casa de Jesus, recolhíamos roupas, doações, tudo na Igreja. Foi uma luta persistente”, diz Maria Cecília.

O tempo era sempre uma fonte de preocupação no abrigo da Vila Brandina. “A construção era precária, porque não tínhamos verba, às vezes, chovia muito e caia o muro, mas os cachorros viviam bem”, lembra Sônia. Já os gatinhos viviam num gatil toda feito de bambu, pois não havia dinheiro para construir mais um muro.

 Com o tempo, a quantidade de animais que necessitavam de auxílio no abrigo da Vila Brandina aumentou, tornando o trabalho cada vez mais difícil.

“Recolhíamos muitos animais. A prefeitura não ajudava e ainda levava para a AAAC os cachorros que recolhia da rua e nós aceitávamos, pois eles vinham em situação de miséria. Doar estes animais era difícil e toda vez que aparecíamos em uma reportagem do jornal, no dia seguinte eram mais animais que apareciam abandonados na nossa porta”, recorda Sônia.

Convidados a sair

Apesar de toda a dificuldade e o número de animais que só aumentava, o primeiro grande problema da AAAC, ainda estava por vir. Com o progresso, que trouxe a urbanização para o bairro e principalmente, com a construção do Shopping Iguatemi, o primeiro da cidade, surgiu mais um desafio – a entidade teria que se mudar para não “atrapalhar” o visual do lugar.

A procura por um novo local foi motivo de muita preocupação. Ao mesmo tempo em que todos entendiam a nobreza da luta pelos animais, por outro lado não os queriam por perto.  Afinal, um canil e um gatil com cada vez mais bichinhos gera barulho e alguns incômodos para os vizinhos. A solução encontrada foi procurar outra área, na zona rural, afastada quase 20 km da cidade, numa região então denominada Gargantilha, na zona Norte do município, saída para Mogi Mirim.

A própria Prefeitura e a Câmara Municipal fizeram reuniões para ajudar na busca do novo local, mas a solução tinha custos e a AAAC nunca teve dinheiro suficiente para suprir além das suas necessidades. Tudo era feito com trabalho voluntário e muito empenho, assim como hoje. Sensibilizada com a situação, uma defensora dos animais  doou uma pequena chácara, que foi utilizada para brinde de rifa e, assim, foi possível comprar um amplo terreno, em torno de 20.000 m².

Destes, apenas 7.000 m² eram aproveitáveis, por causa da topografia acidentada. A mudança aconteceu na virada de 1998 para 1999. Muita gente preocupada com os animais resolveu ajudar e assim foram instalados os abrigos para os cães, enquanto que os gatos ficaram em outro local, mais próximo da cidade, num terreno da prefeitura, emprestado para a AAAC no Jardim Miriam.

 Na medida em que o tempo passava, Campinas crescia e com ela a quantidade de animais atendidos só aumentava. A situação agrava-se pela falta de políticas públicas e falta de campanhas de castração.  E por ali eles viveram por muitos anos, até que em 2006, a história da entidade sofreu uma reviravolta.

A grande virada

 

Nesta época, a entidade enfrentou a sua segunda grande crise. A urbanização chegou enfim ao bairro Gargantilha e trouxe com ela os velhos problemas, como a reclamação dos vizinhos que se mudavam para o novo bairro e não queriam o abrigo por perto. Além disso, a situação financeira era cada vez mais insustentável. Seria o fim desta história?

Não! Graças a um grupo de pessoas, que se uniu, uma nova diretoria foi formada e todos trabalharam muito e mais uma vez a história da AAAC foi transformada.

AAAC na Vila Brandina

Com o apoio dos defensores da causa animal foi comprado o Vale dos Amigos. “O atual abrigo da AAAC é na verdade um sítio com quase 100 mil m², em uma área de proteção ambiental, o que garante que jamais a AAAC terá problemas com vizinhos novamente”, explica o presidente Flávio Lamas, que assumiu a frente desta diretoria.

Agora, os tempos são outros, a proteção animal passou a ser valorizada e respeitada e muita gente luta pela causa. Apesar disso, exemplos de maus-tratos, abandono, superpopulação de animais pela ausência de castração, entre outros, infelizmente ainda persistem. Muitos animais ainda sofrem e é quase impossível atender toda a demanda.

O drama que atinge milhares de animais somente terá fim quando a sociedade reconhecer que esta luta é de todos nós e que dependemos do esforço e comprometimento de cada um.

Mas independente de tudo isso, a AAAC está fazendo a sua parte, este é o espírito que move e une  sua diretoria, seus voluntários e colaboradores - pelo amor aos animais seremos a sua voz, trataremos as suas dores e lhe ofereceremos nosso respeito e amizade, uma solução para seus problemas, dentro das nossas limitações. Não somos mais nem menos do que eles, somos sim, parte de uma mesma criação, de um mesmo planeta e temos o dever de cuidar bem uns dos outros.

Vale dos Amigos

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